quarta-feira, 29 de abril de 2015

AVENTURAS FANTÁSTICAS AQUI E ALI

(O material todo é bem atraente, observe a capa)
     
     Bom dia, caro transeunte, como está? E este friozinho que parece já querer dar as caras aqui em Cheerful Land, gostoso não é mesmo? Vento de leve junto ao calor de sol, refresca o ar e sinto que é como se curasse alguns receios do cotidiano e nos animasse a prosseguir com a vida de sorriso no rosto. Já faz um bom tempo que não apareço por este lado, devido a diversos eventos: fora os serviços escolares, contrai algum tipo de enfermidade pelas mudanças na temperatura, em seguida outra doença devido picada de um mosquito que tem feito muitas vítimas nestas terras (aedes aegypti); acidente durante minhas práticas em artes marciais...Diversos infortúnios. Mas, como dizem, o show deve continuar! Kkkkkk...

(Orcs almoçando de leve uma carne de gente)
     Mudemos essa conversa para algo mais interessante. Há quase 1 ano, presenteei minha querida irmã, Lohayne, em seu aniversário, com um livro de bolso de RPG que apenas tive tempo de lê-lo mais recentemente. Ela vinha me cobrando para ensiná-la as artes do “papel e dados”, então resolvi que este seria um excelente pontapé. Os livros Aventuras Fantásticas, de Ian Livingstone e Steve Jackson, para quem os desconhece, são obras incríveis com aventuras completas em que você é o herói dos acontecimentos delas, ou seja, você joga e lê ao mesmo tempo. Sabendo disso, usei o Retorno à Montanha de Fogo para que ela tivesse sua primeira experiência com regras, situações de combate e outras informações pertinentes aos sistemas de RPG. Ela adorou! E confesso que eu também gostei bastante dele. Eu quando adolescente já havia jogado um livro duplo (Fúria de Príncipes, mesma coleção), qual você pode optar por usá-lo sozinho ou com um companheiro (sim, ele poderia ser jogado em dupla). Ficava fascinado com as ilustrações (de Williams, Nicholson, Macena) realmente me sentia participante daquele mundo maravilhoso.

(Sem precisar de dados é só carregá-lo pra onde quiser)
   Enfim, se dependesse somente de mim, gastaria pequena parte de minhas finanças em colecionar estes livros tão divertidos...kkkkkkk!!  Logo, recomendo a você, meu amigo, e a outros, sejam não jogadores, jogadores iniciantes ou veteranos, estes livros, hoje lançados pelo selo da Sambô editora. O preço geralmente é bem acessível e não é necessário dados, já que estas edições têm um sistema alternativo para eles logo no rodapé das páginas, bastando abrir em qualquer uma e ver o resultado de seus testes de habilidade e sorte.


Um forte abraço! Tenha boas aventuras.



sábado, 17 de janeiro de 2015

IDENTIDADE É TUDO. JÁ O MODISMO...

       
          Boa tarde, nobre viajante. Como tem feito calor por aqui, não é? E por mais que usemos de rituais e magias na tentativa de solucionar o problema da falta de chuva, estas só parecem nos mostrar o quanto somos pequenos diante da natureza, já que os resultados têm fracassado miseravelmente. Restando a nós aguardarmos a boa vontade dos deuses da água e das tempestades. Que tal sentarmo-nos debaixo daquela árvore? 
         Excelente! Por isso eu digo que também precisamos de um pouco de sombras na vida...kkkkk!! Mas mudando de assunto, você tem visto as listas que divulgam quais séries são as mais aguardadas para 2015 de acordo com sensos populares? Pelas barbas de Gandalf! Fiquei extremamente desapontado enquanto procurava Vikings em algumas delas e não encontrei. Concordo que cada um tem uma opinião diferente acerca daquilo que mais lhe agrada, no entanto, sinto cheiro de modismo por parte daqueles que consomem este tipo de entretenimento. 
         E eu sinceramente odeio o controle mental que está embutido na expressão “todos estão”. Por que os grandes vendedores querem nos cercar de seu produto por onde quer que caminhemos, irritando aqueles que apenas consomem o que realmente lhes interessam com tanta poluição visual, sonora. E muito pior ainda é notar que algumas vezes até as pessoas de sua convivência diária se entregam a este capricho ditador. Já fui classificado como arcaico por não ter celular de última geração (esses Iphones, Smartphones e diabo a quatro). Acho fútil, simples assim! Desnecessário pra minha vida ter um. (Se fosse um manto de invisibilidade até que viria a calhar). O mesmo acontece se você não usa o corte de cabelo que está nas ruas hoje, se sua roupa de praia não é da cor e modelo da tendência desta estação, se os games que mais gosta são de 8 bits de qualidade. Você é démodé, cabeça-dura, antiquado, brega. E o mais engraçado é que um dia você estará na moda por não acompanhar moda nenhuma, pois existe um fenômeno extremamente descarado conhecido como “hipster”. Este tem o objetivo de tirar “inspiração” em características antes escrachadas pelo modismo como velhas para serem relançadas no mercado como sendo “renovadas” e “bacanas”. Também existe a “apropriação cultural”, fenômeno que se caracteriza por “transformar” itens vinculados a “história de determinado povo” em ornamentos para “todos”, perdendo estes os valores de suas origens, tais como os cocares indígenas que representam a eles status, ou como os kimonos cerimoniais japoneses que são vendidos como fantasias. Pura charlatanice e diversas vezes falta de respeito! 
         Agora você entende o porquê de meu incomodo, meu amigo? Muito além das propagandas que você não quer nem ver pintadas de ouro, é o fato da perda de identidade, do que somos, e ainda o do corte daquilo que te traz prazer por ela ser pouco consumida. Imagine todos vestindo aquele tênis que antes achava que só você ficava legal nele. Ou que terrível seria se sua série favorita deixasse de ser produzida por ela não ser tão popular. Que desrespeitoso seria pegar qualquer ideia sua e utilizarem como sendo de outro . Ruim não?             
           Por isso, UM VIVA AO QUE É DIFERENTE!!

         Bem, estou ficando cansado. Sabe aquela fadiga de estar cheio e com o clima quente? Pois é, estou com ela. Vou tirar um cochilo em casa, pois mais tarde tem trabalho a ser feito. Fica aquele forte abraço! Até.

sábado, 3 de janeiro de 2015

CASTLEVANIA: LORDS OF SHADOW - É DE ARREPIAR


         Já tem um tempo que não dou as caras por essas bandas, amigo visitante. Os festejos de fim de ano impediram-me de por em prática qualquer atividade que não a de estar com família e amigos, mas foram dias formidáveis. Ache um canto seco para se sentar e ouça: nada paga os momentos compartilhados com aqueles que nos são queridos. PELOS DEUSES! A comida estava excepcional e as cervejas bem geladas, desnecessário dizer o quanto estes são importantes para perambulantes como eu e você. Nos mantêm fortes, saudáveis e alegres. Prontos para topar qualquer aventura, não é? E o seu fim de ano, foi bom, meu caro? Tomara que sim! A madrugada está quieta, o céu vermelho, choveu um tanto bom, deu trabalho acender esta fogueira. Agora deixe-me te contar uma coisa. Duas na verdade. Já teve o prazer de jogar algum dos títulos de CASTLEVANIA: LORDS OF SHADOW para X-BOX 360? Vou lhe falar o mesmo que contei a alguns conhecidos há meses atrás:

CASTLEVANIA - LORDS OF SHADOW 1




         A melhor palavra para descrever o game: EMOCIONANTE!!!! Que felicidade ver que uma saga tão antiga dos jogos eletrônicos ainda serve de fonte para franquias grandiosas como foi esta. O primeiro susto acontece com relação a mecânico se comparada com o lindíssimo trabalho gráfico. O jogo se manteve em plataforma neolinear, no entanto, sem perder o brilhantismo do potencial dos 3D moderno. Detalhes como as águas bentas, as facas e o chicote dos Belmont a que estávamos acostumados a serem as armas principais do herói desde o Nintendinho estão presentes, mostrando a preocupação dos desenvolvedores em adaptar o que sempre foi bom para os dias de hoje nos videogames. As cutscenes são um espetáculo junto a um enredo bem ao estilo romance gótico, tudo posicionado em momentos estratégicos para nos envolver numa história que te prende tirando sua vontade de sair até mesmo para comer, fazer xixi.
O ator Robert Carlyle, de Once Upon A Time, faz a voz de Gabriel.
O game fica na sua cabeça, martelam cada pedaço do quebra-cabeça que vai se revelando aos poucos! Quase chorei perto do fim. Sempre que um título de épocas de glória é tirado do baú para ganhar uma nova roupa fico extremamente receoso, contudo, tenho o prazer em dizer que é FODA ser surpreendido com um jogo ainda melhor que alguns anteriores que foram tão clássicos como Symphony of the Night (PS1) ou o Bloodlines (Megadrive).

FICHA TÉCNICA
Gráficos: 10
Música: 8
Jogabilidade: 10
Diversão: 10
Enredo: 10


Nota Final: 9.6
Já CASTLEVANIA - LORDS OF SHADOW 2 é:

         ABSURDAMENTE FANTÁSTICO! Pronto! Enfim a obra prima da saga do Príncipe das Trevas, do vilão mais temido no game e mais querido dos fãs da arte gótica. É até difícil de dizer algo, pois tenho medo de acabar sendo redundante, já que o nível a que elevaram nesse capítulo supera todas as expectativas da mítica de Drácula. Farei diferente desta vez, falarei dos pontos negativos e em seguida parto para os positivos. O que me desagradou diversas vezes no jogo foi o acompanhamento da tela com relação a uma jogabilidade feita para terceira pessoa; eu saltei por muitas a esmo, sem saber se o que estava fazendo ia realmente dar chão. Isso também atrapalhava quanto as batalhas, o golpe vinha pelos flancos, lugares de onde não se via e em contrapartida eu fazia o mesmo com Gabriel batendo às cegas e acabava acertando o alvo sem muita estratégia. Outra falha foi quanto ao mapa. A fortaleza do Lorde Sombrio é IMEEEENSAAAA!! Aí quando abria menu para me localizar, cada cômodo abria uma planta diferente por vez e ali ficava fixa até que acessasse um outro lugar, e este por sua vez também era desconexo ao restante das áreas do mundo jogável. Aí você mudava de plano, pronto, se foi almoçar tinha de relembrar tudo e levava certo tempo para voltar ao clima das buscas no game. 
A visão daqueles que participaram da batalha contra o Senhor dos Vampiros.
         No entanto, ainda que estes pareçam empecilhos GRAVÍSSIMOS, são longe de atrapalhar o conteúdo geral. As paisagens são de cair o queixo de tanta preocupação que tiveram com os detalhes de cada ambiente, cada estátua, cada brasão, cada arcada e não foi nenhum tempo perdido parar e saborear o perfeccionismo. Existem pequenos puzzles muito bem elaborados para acessar caminhos, abrir grades e portas secretas o que ajuda na imersão; itens escondidos têm aos montes e aqui você consegue uma ajudinha usando relíquias mágicas. Mas a diversão não para por aí. O ponto alto deste título é A TRAMA!! Nunca foi tão recompensador caçar pergaminhos perdidos pelo mapa como em Castlevania 2, eles narram pequenas histórias a despeito de todo o mito de Drácula: soldados que escreveram para os familiares, que deram detalhes das criaturas que serviam ao senhor Vampiro, guerreiros que entoaram canções e poemas para que Deus os salvassem e mas tarde estes papéis foram substituídos por memoriais de praças, hospitais, casarões e outras partes da cidade edificada encima das ruínas do castelo do vilão/herói. E pra fechar com chave de ouro reluzente 1.000 quilates temos as FODAS cutscenes, banhadas a bastante sangue e batalhas épicas entre o jogador e seus inimigos, junto as partes do enredo que ficaram soltas do game anterior. Todo ele tornou a MÍTICA HISTÓRIA DE DRÁCULA numa peça bem fomentada. 
         Jogue os dois sem preguiça e sairá satisfeitíssimo com as horas dedicadas a eles.   

FICHA TÉCNICA
Gráficos: 10
Música: 9
Jogabilidade: 8
Diversão: 10
Enredo: 10

Nota Final: 9.4
      
         Bom! Tudo tem seu início e seu fim, então nosso papo termina aqui. Aproveite as guloseimas que te dei e até mais ver.

quarta-feira, 17 de dezembro de 2014

NOSTALGIA: UM PONTO DE VISTA CRÍTICO 90'TISTA

Se você os conhece, pode acreditar que teve uma meninice incrível.
    Boa tarde, amigo errante, o sol está de rachar, então, sentemo-nos debaixo de uma árvore e tomemos uma caneca de cerveja para refrescar. Ah! Como são preciosas essas belas plantas, não é mesmo? Já se imaginou viver sem a proteção de suas sombras ou sem o ar puro que elas nos proporcionam? Mas não é isto que tenho em mente para hoje.
A Coleção Vagalume de livros era bem popular há duas décadas.
     Estive bastante ocupado, como deve ter percebido, já que não dei as caras por aqui, e com a aproximação do período de ócio me vem à mente aproveitar de tudo aquilo que me faz tão feliz: jogar videogame, RPG com os amigos, ler, ensaiar com meu grupo, treinar o corpo, fazer alguns artesanatos, beber e comer. Como minha infância era maravilhosa! Podia desfrutar de tudo isso sem pensar em mais nada, no entanto hoje as contas não param de vir e a aumentarem, não é mesmo? Ainda assim estou bastante contente com a vida que escolhi, já que a minha maior preocupação nela é a da EXPERIÊNCIA. Do crescimento pessoal. Sou meio desligado pra esse tal “consumismo”, essa cultura de TER e cada vez mais distante de SER. Não! Não tenho whatsapp, nem telemóvel de última geração. Marcas? Não ligo. Batalho por um casebre sim, já estou pagando consideráveis moedas de ouro por este sonho, e ocorre o mesmo para o caso de um corcel. Às vezes existe a necessidade de uma melhor locomoção do que os pés...kkkkkkkk!! Porém, estes itens quero obter por serem mínimos para a segurança de uma família, para seu conforto, nada a ver com modismos. E se serve de conselho: livre-se deles (da moda e do consumo).


       Veja bem, não estou falando pra que você deixe de trabalhar ou lutar pelo que deseja, e sim para que repense no valor das coisas que quer adquirir, sentimentais, pessoais. Sabia que devido aos exagerados hábitos de nossa geração em comprar o que não precisamos os estudiosos pensam em nomeá-la como A ERA DO PLÁSTICO? Por que hoje em dia tudo o que nos cerca é confeccionado a partir deste material: calçados, utensílios domésticos, escolares, componentes eletrônicos. É praticamente impossível viver sem ele. Contudo, para evitarmos sua ação nociva para com o nosso planeta: rios, florestas, estradas; é bom utilizarmos ao máximo daquilo que já temos até que ele “verdadeiramente” perca sua utilidade ou cada vez mais montanhas de lixo estarão presentes por aí.
Brinquedo adorado pelas crianças na década de 90. De plástico, naturalmente.


       Às vezes é importante pararmos para refletir que somos o melhor das gerações já que, afirmado por muitos, nunca houve uma geração tão pacífica quanto a nossa. Então devíamos aproveitar esta oportunidade para realizamos grandes feitos para o mundo, não só aquele lá fora como também para este em que estamos inseridos no dia-a-dia. É hora de inventarmos saídas práticas para os problemas, de estudarmos possibilidades de ficarmos mais próximos dos que amamos e de praticarmos atividades saudáveis. Poxa, imagine você o quanto fiquei feliz em receber em casa minha fitinha Golden Axe do Master System! E eu jogo, pode ter certeza que se eu tenho eu uso, nada de ficar aí juntando artigos para vender depois a colecionadores por PREÇOS DE CAIR OS QUEIXOS.
       As crianças modernas não visitam os coleguinhas para uma partida de basquete, não lêem nada, nem quadrinhos (digo “nem” porque muitos criticam esta ótima fonte de conhecimentos gerais, história, ciências, geografia, de linguagem); tudo que sabem é enviar mensagens bobas nas redes sociais e a se divertirem às custas do “diferente” da turma. O pior é que depois eles são taxados de irresponsáveis, de violentos, desrespeitosos, mas esquecemos que quem os orienta somos nós. Ou melhor, os desorienta, deixando-os na frente da TV sem qualquer medida de tempo ou de programação, não acompanhando suas agendas, não os tiramos de casa para um passeio ao ar livre ou para uma exposição de arte. E ainda pior, os ensinamos a serem espelhos de nós precocemente, sem maturidade social, de personalidade e acadêmica.
Muito além de colecionável era a ideia de apostas das figurinhas em jogos.


      Tomara que tenha tirado algo de novo dessa casualidade. Não se prenda a incontáveis taxas tributárias, caro nômade das terras fantásticas, e não faça o mesmo com seus filhos. Agora pegue sua mochila e vá admirar a mágica que nos cerca junto dos que lhe são preciosos, porque tenho de partir. A cerveja acabou, a chuva não vem, e o apetite começa a dar seus sinais de que precisa ser saciado. Aquela fumaça logo ali me parece bastante convidativa! Bom, vou apertar o passo. Cuide-se.



         Ah! Busque estes pergaminhos em alguma biblioteca, podem servir de inspiração.



quinta-feira, 4 de dezembro de 2014

O LADO CULTURA DA LUA

          Boa noite, estrangeiro. Estou apenas ensaiando antes de ir para casa dormir. A semana foi cheia, estudei diversos pergaminhos e terei de viajar amanhã para terras próximas para uma avaliação de meus conhecimentos acadêmicos na busca de um projeto que me intitule professor mestre no futuro. Mas até que chegue o sono vamos conversar.
         Estive envolvido dias atrás com uma feira cultural na academia onde leciono e então pude entrar em contato com diferentes características que definem determinado povo: música, culinária, arte, língua. E fiquei embasbacado em saber um pouco mais sobre artistas plásticos hispânicos. Pra começar não tinha conhecimento de que Pablo Picasso era espanhol (sempre pensei que ele poderia ser francês, italiano, algo desse tipo) e que o mesmo tenha sido tão eclético dentro de seu próprio talento. Dele o que de vez em quando se fala é sobre sua obra Guernica ou das Senhoritas de Avignon. No entanto sua versatilidade não tinha limites, indo além destas citadas, e conseguiu acompanhar diversas escolas de arte em sua carreira (cubismo e surrealismo) e mesmo a instaurar as suas próprias escolas (fases azuis, rosa e africanas), sempre visando um tom de crítica ao contexto histórico de suas criações. 

A Mulher Sentada
O Velho Violonista (uma das minhas favoritas)


         Pude também ter o prazer de dar uma olhadela nos fantásticos trabalhos de Gonzalo Cienfuegos (Chile), Antonio Berni (Argentina) e Carlos Federico Saéz (Uruguai). Notoriamente, existem incontáveis estrelas da arte quais só mesmo estudando sozinhos para descobri-los, pois se dependermos da mídia e da massa só veremos Da Vinci, sem demerecê-lo,  até o fim de nossas vidas e ainda assim de maneira bastante rasa.

(Cienfuegos)



 (Berni)



(Saéz)



         Agora preciso ir! (tapinha nas costas) Nos encontramos dentro de algum tempo. Cuide-se até lá. 

segunda-feira, 1 de dezembro de 2014

O QUE HÁ DE BOM EM O PLANETA DOS MACACOS - O CONFRONTO?



       O segundo assunto de hoje.
     ELE É UMA REFLEXÃO SOBRE O PAPEL DO HOMEM NO PLANETA! Concordo com você se me disser que são muitos os trabalhos feitos para conscientizar a população sobre nossas intervenções nocivas ao nosso planeta. Mas é sempre bom lembrar que eu, por exemplo, um curioso por natureza e estudioso por escolha, comecei a perceber o que queriam dizer os roteiros dos filmes tem apenas uns 8 anos, até aqui apenas os assistia para o lazer despretenso. E bem sabemos o quão cegas são as pessoas que vivem em seus mundos repletos de carroças mecanizadas, artefatos elétricos, galpões de chaminés imensas e capatazes malvados: o tempo é para os negócios. Estes pobres tomam sua xícara de chá quente com o jornal às mãos de manhã e só retornam a esse prazer 10 horas mais tarde. Elas não vêem as coisas dessa perspectiva, porque gastam seu tempo na tentativa de pertence a um grupo, se esquecendo de que já são membros de uma determinada espécie de organismo vivo, de determinada etnia, de uma religião ou falta dela, de uma classe etária, de uma geração histórica; no entanto elas querem muitíssimo mais. Talvez sejam inseguras para compreenderem a si mesmas e essa busca amenize a dúvida!  E o que falar de suas crianças? Elas também pouco sabem do universo prático e crítico, pois deixaram as brincadeiras de lado para se enjaularem nos cadernos de informações mágicas, sendo assim não têm o espírito de explorador da natureza, de observador do comportamento dos outros, estão distantes do que é real, dos ventos, das frutas, dos olhares e dos caminhares. Já filosofei em demasia, vamos ao filme. 
       Esta continuação de O Planeta dos Macacos – A Origem revela os resultados uma década depois da mutação de César e da rebelião que organizou. Os Estados Unidos vira uma selva, as chuvas são frequentes e os recursos naturais abundantes, inclusive enormes bandos de animais são encontrados por entre o verde. Presos no que restou de São Francisco a raça humana tem medo de se arriscar além dos grandes portões da cidade e os eventos desencadeiam quando uma equipe de moradores tenta negociar seu trabalho numa represa. O que temos então são duas comunidades lutando pela sobrevivência de suas famílias em situações que abordam os temas: da traição entre membros confiáveis; comparações das emoções do homem e dos macacos como, por exemplo, no nascimento de um filho ou morte de um ente querido; da necessidade de melhorias na vida tendo a comunicação e a leitura como ferramentas. Somos pegos por uma onda de críticas sociológicas que bastante temos de estudar principalmente junto a nossos alunos e crianças. Enfim, é um ótimo longa. Não deixe de assistir e fique atento a todo ele! 

DRAGON AGE: ORIGINS; XBOX 360 - SELO TOLKIEN DE APROVAÇÃO

       

       Bom dia, amigo vagante! Sente-se aí, beba uma xícara de chá comigo. O café já se foi, mas é sempre bom conversar tendo algo para se beber como acompanhamento. Se fosse noite tomaríamos cerveja, no entanto, desconfio que não vá fazer bem álcool pela manhã. Estive fora alguns dias, precisei trabalhar num festival cultural na Academia Virgil e da sua organização a realização muito tempo de todos os envolvidos foi gasto. Porém, estou de volta. E o que quero falar com você dividirei em duas partes para que não percamos o raciocínio do tema, ok!?
  Primeiramente falemos deste game FERA. IMPERDÍVEL PARA OS FÃS CONSERVADORES DE GAMES DE RPG MEDIEVAL! A série já me ganhou só pelo primeiro jogo e estou ansiosíssimo para botar as mãos em sua sequência. O que me empolgou mais com este título foi saber como o trabalho ficou primoroso numa época em que o console ainda era bebê para a maior parte dos brasileiros, 2009 neste caso. Os desenvolvedores não erraram em nada, nada mesmo: os mecanismos de batalha são como os de FF XII, arrojados, mas versáteis; o layout dos menus é bastante completo e simples; a criação de personagens dá aquele charme de jogador/autor e a história muda dependendo da raça e profissão escolhida também; as músicas são boas e o enredo...Ah, O ENREDO! Esse é um show à parte!! Como disse, você quem escreve os rumos que o levará para a batalha final contra o maior dos inimigos da humanidade: a personificação do próprio pesadelo (medo, heim!?). Traição, relacionamentos, dever, pactos, tudo isso o aguarda nessa aventura que, embora seja um pouco clichê, não deixa de ser CARISMÁTICA até o talo.


FICHA TÉCNICA
Gráficos: 10
Música: 8
Jogabilidade: 9
Diversão: 9
Enredo: 10

Nota Final: 9.2