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domingo, 27 de setembro de 2015

ANIVERSÁRIO DO GRUPO DE RPG - RASTEJADORES DAS BRUMAS

(O amor pelo jogo de fichas e dados é imenso. Planilha própria, Ad&d)
      Ah, o dia de júbilo. Em um lugar comum deveria ser um tempo em que as pessoas pudessem reavivar os ânimos para mais uma semana que se inicia a seguir, de relaxar o corpo cansado com um sono mais prolongado. Mas estamos em Ravenloft e aqui os deuses riem das nossas desgraças diárias. E nessa manhã os divinos deram de interpelar os sonhos de minha esposa e meus com um cão que parecia ter vindo do submundo!  Já não basta mais esta criatura, que está sempre por perto, latir debaixo da janela de nosso quarto, agora a besta chacina inofensivos felinos de rua. Dormíamos dignos de uma noite de campeões após uma importante batalha quando o demônio bafejou sua maldade assustando aos dois. A sorte dele é que eu já sentia o cheiro de uma saborosa caneca de chá negro que costumo beber todos os dias de manhã para o desjejum, não fosse isso, teria lido algumas palavras do meu grimoire e o transformado numa lesma. Ou em cinzas. Numa planta seria melhor. Pensando bem, ele teria sido uma erva daninha...Kkkkkkk!!! Vai saber, né? Nas terras enuviadas pouca infelicidade é besteira. Deixemos esta história de lado para cumprimenta-lo melhor, bom transeunte. Como vai? Tens passado bem? Já tem lá meses que aqui não venho, o trabalho é desgastante por hora e alguns compromissos fizeram-me adiar esta visita. Mas hoje tenho algo bastante especial para dividir com você.
(Ilustração criada para a camiseta de 1 ano)
      
 Já ouviu falar do bando Rastejadores das Brumas? Não? Pela sua expressão já vi que não. É um grupo de audaciosos aventureiros que insistentemente têm como diversão desafiar aos deuses com suas viagens pelo Núcleo de Ravenloft. Eu tenho tido o prazer de lhes aconselhar, e por diversas vezes salvar-lhes a vida, por pouco mais de um ano em que estão desbravando nossas nefastas estradas. Bem malucos, não acha? Peregrinar por aí é loucura, mesmo que as trilhas levem a lugares fascinantes que desconhecemos. Mais interessante ainda é saber que três membros da equipe são mulheres e uma delas tem apenas 17 anos. Essa mocinha, Isabett, se juntou ao restante dos viageiros devido a um acontecimento trágico em sua vida: sua mãe era uma poderosa Lobisomem que devastou toda a humanidade da fazenda de seu falecido pai. O próprio homem buscou loucamente, sem sucesso algum, proteger os filhos da monstra. Até um tempo atrás a pobre rapariga nem sabia da fatalidade que findou sua família até a vinda dos Rastejadores à região de Kartakass e aliados enviaram a velha de vez para o inferno. Este encontro teve lá suas glórias, no entanto, um profundo estigma.
(Diário do Pai de Isabett Livingstorm)
     Não bastasse o infortúnio da jovem, Danathor Krimfall, o aparente líder e ladino do grupo, foi infectado com licantropia quando mordido na luta contra a progenitora de Isabett. Óbvio que a situação pegou a todos de surpresa! Ainda que o rapaz já tivesse topado com várias coisas estranhas nestes seus anos de fuga, de uma vida pacata para uma aventura nas ruas do crime, quando a doença tomava posse de seu corpo ele logo pensava: este será o fim de minha jornada. Dan não falava muito a despeito, porém, podíamos ver nos seus olhos que o pequenino ás vezes duvidava de suas escolhas e tremia ao imaginar-se lacerando todos seus amigos de surpresa, numa noite fria de acampamento na mata. Ah! Pequeno sim. Danathor é um Halfling, não tem mais do que 1,25 de altura. Tinha uma vida invejável, morava numa cidade festeira, sua mesa estava sempre cheia, cama confortável, mas o ego sempre lhe foi exagerado e assim é a faceta obscura das pessoas: ela pode um dia crescer e devorá-lo em uma só dentada.
(Falando em boa comida! Nunca faltou nas sessões..kkkk)
     Aí você me indaga a despeito dos demais. Outra figura que nos chama a atenção em meio a este caos é a excêntrica Ariel, que torna os acontecimentos ainda mais lastimáveis com seu azar. Ariel é uma bela mulher de longos cabelos loiros que se sentia mais respeitada fingindo-se de homem para realizar suas tarefas à deusa Hala, que na maioria das vezes acabaram hilariantes devido ao fato de sua falta de sorte. Era um tal de tropeçar nas raízes de uma árvore cá, uma viga de madeira no teto que impedia um corte de espada acolá, o bigode falso que se desprendia do rosto em tentativa miserável de intimidar um inimigo. A pobre paladino somente era e é levada a sério quando imersa em seus rituais de sangue e sacrifício de animais e até chega a causar medo nos espectadores.
       Medíocre a bagunça da mentalidade e ações dos membros do time, entrou em cena Eliza a Barda. A inexperiente cigana que encanta todos os homens que cruzam o destino dos viajantes, metida a espertinha.
     Dó tenho do feiticeiro Malakar, a única salvação destas almas perturbadas. Sendo ele sempre o primeiro a dizer: vamos tratar disso com cautela. Há pouco ele teve a felicidade de reencontrar um de seus irmãos perdidos, Menostar, que desapareceram quando ele escapou de uma dezena de monges inquisidores que queriam a cabeça de todos os praticantes das artes ocultas existentes nas terras de Tepest. A sede pelo saber foi o que manteve vivo o élfo de mais de 150 anos e o trouxe até aqui com seus companheiros, a mesma que levou o moço para uma aula na cidade de Kelee quando a carruagem de sua família foi atacada nas redondezas. Então é muito provável que o que move o feiticeiro seja a esperança de encontrar seus familiares e que estes seus estudos possam fazer a diferença no dia a dia das pessoas. Do contrário ele já teria botado esses malucos pra correr e estaria escrevendo longos livros, trancafiado em uma solitária torre, vendo Ravenloft pegar fogo.


       Meu papel nisto tudo? É só o de indicar-lhes as opções de raciocínio, o resto deixo nas mãos deles. E aí, gostou? Nos deixa com vontade de saber o que é que virá pra estes desmiolados aventureiros, né? Pois é, eu também não sei. Veremos o que terei a lhe dizer se um dia cruzarmo-nos de novo. Agora me despeço, logo terei de ir ao mercado da cidade pegar alguns itens para o almoço. Então...até mais...

GALERIA:
(Carta do Marinheiro Salazar Kroop, que os visitou em espírito)
(Os riscados partiram desta para a melhor)


(Pausinha pro lanche!!)


(Áudio da introdução de uma aventura)

quarta-feira, 29 de abril de 2015

AVENTURAS FANTÁSTICAS AQUI E ALI

(O material todo é bem atraente, observe a capa)
     
     Bom dia, caro transeunte, como está? E este friozinho que parece já querer dar as caras aqui em Cheerful Land, gostoso não é mesmo? Vento de leve junto ao calor de sol, refresca o ar e sinto que é como se curasse alguns receios do cotidiano e nos animasse a prosseguir com a vida de sorriso no rosto. Já faz um bom tempo que não apareço por este lado, devido a diversos eventos: fora os serviços escolares, contrai algum tipo de enfermidade pelas mudanças na temperatura, em seguida outra doença devido picada de um mosquito que tem feito muitas vítimas nestas terras (aedes aegypti); acidente durante minhas práticas em artes marciais...Diversos infortúnios. Mas, como dizem, o show deve continuar! Kkkkkk...

(Orcs almoçando de leve uma carne de gente)
     Mudemos essa conversa para algo mais interessante. Há quase 1 ano, presenteei minha querida irmã, Lohayne, em seu aniversário, com um livro de bolso de RPG que apenas tive tempo de lê-lo mais recentemente. Ela vinha me cobrando para ensiná-la as artes do “papel e dados”, então resolvi que este seria um excelente pontapé. Os livros Aventuras Fantásticas, de Ian Livingstone e Steve Jackson, para quem os desconhece, são obras incríveis com aventuras completas em que você é o herói dos acontecimentos delas, ou seja, você joga e lê ao mesmo tempo. Sabendo disso, usei o Retorno à Montanha de Fogo para que ela tivesse sua primeira experiência com regras, situações de combate e outras informações pertinentes aos sistemas de RPG. Ela adorou! E confesso que eu também gostei bastante dele. Eu quando adolescente já havia jogado um livro duplo (Fúria de Príncipes, mesma coleção), qual você pode optar por usá-lo sozinho ou com um companheiro (sim, ele poderia ser jogado em dupla). Ficava fascinado com as ilustrações (de Williams, Nicholson, Macena) realmente me sentia participante daquele mundo maravilhoso.

(Sem precisar de dados é só carregá-lo pra onde quiser)
   Enfim, se dependesse somente de mim, gastaria pequena parte de minhas finanças em colecionar estes livros tão divertidos...kkkkkkk!!  Logo, recomendo a você, meu amigo, e a outros, sejam não jogadores, jogadores iniciantes ou veteranos, estes livros, hoje lançados pelo selo da Sambô editora. O preço geralmente é bem acessível e não é necessário dados, já que estas edições têm um sistema alternativo para eles logo no rodapé das páginas, bastando abrir em qualquer uma e ver o resultado de seus testes de habilidade e sorte.


Um forte abraço! Tenha boas aventuras.